
Jardim em Curso
Um passeio de observação e criação no verde
Um percurso entre plantas e arte, para ampliar nosso olhar sobre o verde

Nosso encontro propõe um mergulho no Jardim Botânico Plantarum, o maior do Brasil em número de espécies, para destravar a observação e ampliar a presença. Começamos com uma conversa acessível e instigante sobre o mundo das plantas e seguimos com uma experiência artística utilizando diferentes materiais, onde olhar, tempo e sensibilidade se encontram.
É um passeio de um dia, localizado a cerca de uma hora e meia de São Paulo, com pausa para almoço no agradável restaurante do local — permitindo que a experiência seja vivida com calma, profundidade e prazer.
Ciência e arte caminham juntas para despertar curiosidade, atenção e conexão com o mundo vegetal e artístico.
Um convite para desacelerar, experimentar e cultivar mais harmonia no dia a dia.
Venha viver essa experiência!
Programa: 21/03, sábado
01
8h30 > 10h
Saída para Nova Odessa - zona oeste de SP em local a ser confirmado
02
10h30 > 12h
Conversa-aula para ampliarmos nosso olhar sobre as plantas
03
12h > 13h30
Almoço e pausa no restaurante Naiah
04
13h30 > 16h
Conversa e prática de desenho de observação com diferentes materiais
05
16h > 17h30
Retorno SP
Informações
• Recomendamos o uso de chapéu, protetor solar e repelente.
• Sugerimos também o uso de roupas e sapatos confortáveis para andarmos livremente pelo jardim.
• Teremos materiais diversos para a experiência artística, mas fique a vontade se preferir levar também os seus.
• O almoço inclui couvert + prato vegetariano + água. Adicionais deverão ser pagos individualmente.
• O programa poderá ser reagendado somente em caso de previsão de chuvas fortes. Chuvas espaçadas ou garoa, seguiremos com capas e guarda-chuvas.
• Caso o passeio não atinja o número mínimo a data será reagendada ou o valor devolvido.
Quem Somos
é mestre em Economia Aplicada e engenheira agrônoma pela ESALQ- USP. Sócia e pesquisadora sênior da Agroicone onde desenvolve projetos para promover desenvolvimento sustentável de cadeias agropecuárias e florestais desde 2008. Atua com restauração ecológica e florestas multifuncionais (incluindo agroflorestas), em especial na Mata Atlântica e Cerrado, e tem experiências na Amazônia e Caatinga. Trabalhar e viajar pela diversidade do Brasil e compreender as interações entre esses ambientes e seu histórico de ocupação é sua grande motivação. Apaixonada pelos diversos usos das plantas na agricultura, paisagismo e culinária e é admiradora dos vários estilos de arte botânica.
É mãe da Maria (9 anos), que gosta de desenhar e fazer poemas de flores, e Luiza (1 ano), que está aprendendo a comer raízes, frutos e folhas em todas as refeições.
Laura Antoniazzi
é mestre em Economia Aplicada e engenheira agrônoma pela ESALQ- USP. Sócia e pesquisadora sênior da Agroicone onde desenvolve projetos para promover desenvolvimento sustentável de cadeias agropecuárias e florestais desde 2008. Atua com restauração ecológica e florestas multifuncionais (incluindo agroflorestas), em especial na Mata Atlântica e Cerrado, e tem experiências na Amazônia e Caatinga. Trabalhar e viajar pela diversidade do Brasil e compreender as interações entre esses ambientes e seu histórico de ocupação é sua grande motivação. Apaixonada pelos diversos usos das plantas na agricultura, paisagismo e culinária e é admiradora dos vários estilos de arte botânica.
É mãe da Maria (9 anos), que gosta de desenhar e fazer poemas de flores, e Luiza (1 ano), que está aprendendo a comer raízes, frutos e folhas em todas as refeições.
Laura Antoniazzi
Daniela Campos Elias
é professora de Artes Visuais há 20 anos. Formou-se na Unicamp e desde então se dedica à educação, trabalhando com aulas de Artes Visuais para crianças e adolescentes, oficinas e monitoria de exposições. Seu cotidiano é pensar sobre experiências que envolvam o olhar e a prática artística como linguagem, registro e leitura de mundo. Nesse projeto, seu papel é conduzir experiências de observação atenta e desenho.
Ana Antoniazzi
é profissional das áreas de Educação e Tecnologia há mais de 20 anos, com formação em Publicidade e Propaganda pela PUC-SP.Atua na criação e gestão de projetos educacionais, na formação de professores e no desenvolvimento de plataformas e conteúdos digitais, articulando equipes e conectando interesses diversos com sensibilidade e estratégia. É excelente articuladora e “costuradora” de projetos e pessoas — gosta de inventar iniciativas onde possam existir encontros, trocas e aprendizados reais.Tem grande interesse por plantas e culinária, especialmente a brasileira. Gosta de pesquisar, experimentar, ler, trocar referências, comer com atenção e, claro, cozinhar. Encontra na comida um espaço de investigação, cultura e convivência. É mãe da Catarina (16 anos), artista nata, com quem compartilha processos criativos e a alegria de construir mundos possíveis.
O local: Jardim Botânico Plantarum


Nosso encontro acontece no Jardim Botânico Plantarum, criado pelo botânico Harri Lorenzi e reconhecido por reunir o maior acervo de espécies de plantas do Brasil.
Entre alamedas e coleções vivas, percorreremos cerca de 1,5 km em um trajeto plano, caminhado devagar, com pausas naturais para observar, conversar e deixar que o jardim nos conduza. Ao longo do caminho, bancos e áreas de descanso convidam cada participante a encontrar seu próprio ritmo, permitindo que a experiência seja vivida com presença, curiosidade e tempo.
Por que conhecer um jardim botânico?
Por que conhecer mais sobre plantas?
Letramento botânico e arte: ver, compreender e experimentar o mundo vegetal
Vivemos cercados por plantas e, paradoxalmente, sabemos muito pouco sobre elas. Esse fenômeno é conhecido como cegueira botânica (plant blindness): a dificuldade cultural de perceber, reconhecer e atribuir valor às plantas em nosso cotidiano. Elas estão na nossa alimentação, nos remédios, nos tecidos, no ar que respiramos, nos jardins das casas, das avós, dos amigos, nos parques e nas cidades. Porém ainda assim passam, muitas vezes, despercebidas ou somente como pano de fundo silencioso da vida humana.
Falar em despertar para o mundo das plantas é propor um deslocamento desse olhar. Assim como outros temas emergentes da sociedade contemporânea, compreender as plantas — suas formas, modos de vida, histórias e relações com a sociedade — é um conhecimento geral valioso. Serve tanto para a cultura ampla quanto para práticas profissionais diversas, hobbies, escolhas alimentares, cuidados com a saúde física e mental, além de uma relação mais consciente com o meio ambiente.
Falamos em “conhecer mais” porque um pouco todo mundo já conhece plantas. Reconhecemos folhas, frutos, flores; usamos ervas, temperos, chás; convivemos com jardins e plantações. Jardins, aliás, são territórios especialmente interessantes: áreas intermediárias entre a casa e a natureza considerada “selvagem”, interfaces vivas entre o cultivo, a estética, a ciência e a agricultura. Eles revelam como o ser humano aprende, transforma e dialoga com o mundo vegetal ao longo do tempo.
Existem muitas formas de aprender sobre plantas:
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Expedições na natureza, onde o corpo, o deslocamento e a observação direta são centrais;
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Livros, aulas e laboratórios, que organizam, classificam e aprofundam o conhecimento científico;
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Coleções, que nascem da paixão, do desejo de observar diferenças, criar sistemas, trocar saberes e histórias;
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Registros botânicos, como pinturas, exsicatas e fotografias, que sempre estiveram na fronteira entre ciência e arte, sendo fundamentais tanto para o avanço da botânica quanto para a sensibilidade estética.
É nesse ponto que a arte se torna uma aliada poderosa da formação do olhar mais verde. A prática artística, especialmente quando pensada como experimentação e não como busca de resultado técnico, convida a desacelerar, observar com mais atenção, perceber detalhes de forma, textura, cor, ritmo e estrutura. Ao desenhar ou pintar uma planta, não se trata apenas de representá-la, mas de realmente vê-la: seu crescimento, suas assimetrias, sua lógica interna, sua singularidade.
A arte combate a cegueira botânica porque exige presença. Ela transforma a planta de cenário em protagonista. Ao mesmo tempo, oferece um espaço de linguagem artística, onde cada pessoa constrói sua própria expressão e relação com o vegetal observado. Relação essa que pode envolver memória, emoção, curiosidade e prazer.
Nosso percurso pelo Jardim Botânico propõe justamente esse encontro de linguagens e abordagens. A partir de uma conversa-aula introdutória sobre botânica, abrimos caminhos para compreender as plantas cientificamente, culturalmente e historicamente. Em seguida, a atividade artística, começando pelo desenho de observação, funciona como um laboratório sensível, onde o conhecimento se incorpora pela experiência direta, pelo fazer e pelo olhar sem pressa.
Ao atravessar ciência e arte, o projeto convida os participantes a ampliar sua forma de conhecer o mundo vegetal, passando por temas como viagens, comércio, mitologia, alimentação e cultura. Mais do que aprender nomes ou técnicas, a proposta é cultivar uma relação mais atenta, curiosa e harmoniosa com o ambiente.
Para pessoas curiosas, esse tipo de experiência oferece algo raro no cotidiano contemporâneo: tempo para observar, pensar, sentir e criar. Para quem busca mais harmonia na vida, o contato consciente com as plantas — mediado pelo conhecimento e pela arte — pode se tornar uma prática de reconexão, cuidado e encantamento com o mundo vivo do qual fazemos parte.


